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A Emoção esteve ao Rubro em Montemor!

Realizou-se no dia 4 de Setembro, a famosa Corrida de Toiros da Feira da Luz em Montemor-o-Novo. No cartel eram anunciados os cavaleiros António Telles, Luís Rouxinol e Vítor Ribeiro e para pegar os 6 toiros da ganadaria de Ernesto Castro, como não poderia deixar de ser o Grupo de Forcados Amadores de Montemor, na comemoração do 66º aniversário. No seguimento da boa época que o grupo tem vindo a fazer, na nossa praça, com o nosso público e perante um curro de toiros com idade, pesos de média 550 kg e trapio, esta era a corrida ideal para mais uma vez mostrar todo o nosso potencial.

Com a praça esgotada e com todos os elementos que fizeram esta época fardados, com a excepção do João Reis que ainda recupera de uma lesão. A moral era elevada, neste dia mais do que tudo queríamos representar condignamente o nosso Grupo.

Os toiros como se esperavam saíram sérios, com poder e sentido, proporcionando lides diferentes aos cavaleiros em praça, com destaque para Vítor Ribeiro que especialmente no seu segundo toiro, demonstrou o bom momento que atravessa. Para as pegas exigiam que os forcados da cara não cometessem erros e que os ajudas fossem eficazes.

Para o primeiro toiro foi escolhido o forcado Francisco Mira, que depois de brindar ao público, citou com elegância e depois de uma investida solta do oponente, sem recuar muito, “sentou-se” e reuniu para ficar. Com o toiro a empurrar até às tábuas as ajudas tiveram de se aplicar, com destaque para a boa primeira de Diogo Campilho e a mestria com que o nosso rabejador João José Comenda rematou uma grande pega a abrir a corrida.

João Cabral foi o forcado da cara para o segundo toiro, brindou ao nosso amigo João Parreira, a recuperar de uma doença prolongada, e com a arte que lhe conhecemos andou para o toiro, carregou a investida e fechou-se ainda melhor, a viagem foi dura, obrigando os ajudas a recuperarem para ajudar, depois de algumas quedas devido a velocidade da pega e só já quando o toiro regressava aos terrenos de onde tinha saída é que a pega foi concluída, fazendo com que esta sorte, tivesse sido um dos grandes momentos da tarde.

O nosso terceiro toiro foi o mais complicado da tarde, para cara foi escolhido João Mantas, que brindou ao antigo elemento e cabo Chinita de Mira. Nas primeiras duas tentativas, o toiro, na altura da reunião tirou sempre a cabeça, não permitindo ao forcado que se fechasse. Só há terceira e com o Grupo mais em cima e com uma grande primeira do elemento Diogo Campilho é que a pega foi concretizada. No final o forcado da cara acompanhado pelo primeiro ajuda tiveram a volta merecida.

O quarto toiro da tarde foi o mais pesado, José Maria Cortes brindou a Fernando Macedo e à sua família. Depois de um cite bonito, aguentou a investida e depois de uma reunião dura, o toiro derrotou alto, desfeiteando o forcado. Há segunda tentativa recuou mais alguns passos, tendo conseguido uma reunião mais suave, a viagem foi até às tábuas, com os ajudas a colocarem-se no caminho e a concluírem mais uma grande pega. O primeiro ajuda Hugo Melo fez companhia ao forcado da cara, na merecida volta para os aplausos.

Para o quinto toiro estava guardado outro dos grandes momentos da tarde. Manuel Mata e João José Comenda brindaram aos nossos elementos Simão da Veiga, João Freixo e Feliciano Reis e colocaram-se no meio da arena para a tentativa da pega de cernelha. O toiro não encabrestou, obrigando a mudar o tipo de pega, para cara perfilou-se Manuel Mata. Depois de duas tentativas longas e duras em que o forcado demonstrou toda a sua raça a pega foi dada por concluída por algum público, mas o Manuel ao sentir que tinha terminado a sorte fora da cara do toiro, voltou a pegar no barrete e a fazer outra grande pega, em que também os ajudas, com destaque para António Corrêa de Sá estiverem ao mais alto nível.

O último toiro foi o melhor da corrida, com várias opções para pegar este toiro, decidi ser eu mesmo a fazê-lo. Numa corrida em que a emoção estava ao rubro e depois de testemunhar a raça dos forcados de Montemor, também eu ganhei coragem para este desafio. Não vou dizer se estive bem ou não, aquilo que posso contar, é que o fiz por orgulho, respeito e honra. Orgulho em pertencer ao Grupo de Montemor, respeito pelas pessoas que nos acompanham e apoiam e honra por partilhar momentos inesquecíveis com os elementos que vestem a jaqueta de Montemor e a vivem com tanta intensidade. Quanto à minha pega, foi mais, uma numa grande tarde de pegas.

Depois de uma grande corrida o dia só poderia terminar com um grande jantar, fazendo com que a festa durasse pela noite dentro. De parabéns está também a empresa “Montemor é Praça Cheia”, pelo espectáculo realizada a que o público correspondeu, esgotando mais uma vez a praça da nossa cidade.

04.09.2005

Rodrigo Corrêa de Sá

Fotografias: Francisco Romeiras

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