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O Ouro é Nosso!

Realizou-se no dia 1 de Maio, a famosa Corrida da Barra de Ouro. Prémio, que como manda a tradição se encontrava em disputa para o melhor Grupo de Forcados em Praça, os de Montemor e os de Santarém, no ano em que comemoram 90 anos de existência.

No cartel, três cavaleiros em competição, João Salgueiro um dos triunfadores de 2004, Rui Fernandes, na primeira actuação em Portugal depois de sair em ombros pela porta do Príncipe em Sevilha e Diego Ventura o cavaleiro Luso-Espanhol que quer ganhar lugar entre os melhores.

Para serem lidados um curro de Toiros da Ganadaria da Herdade de Pégoras, com idade, peso e trapio, propriedade do antigo forcado do grupo, Dr. João Inácio Barata Freixo.

Na sua terra e a defender um prémio que tinha ganho no ano anterior, o Grupo estava bastante motivado para mostrar de novo todas as suas capacidades.

Em primeiro lugar coube em sorte um exemplar com 550 kg e 4 anos. Bem lidado pelo cavaleiro Rui Fernandes, o toiro durante a lide impôs respeito mas não se mostrou complicado para a eventual pega.

Foi escolhido para abrir praça Francisco Mira, forcado que apesar de novo de idade já demonstra bastante presença e experiência. Brindou a Luísa Veiga e a Simão da Veiga pelo dia da Mãe e pelas mães de todos os forcados, tendo o público correspondido com uma grande ovação.

De largo e com o primeiro ajuda a dar vantagens, o forcado da cara encaminhou-se para o toiro. Um pouco fechado em tábuas, o animal demorou a se interessar, fazendo com que o forcado tivesse de procurar terrenos mais próximos.

Á segunda vez que provoca a sua investida, o touro corresponde, saindo nobre e com velocidade que o Francisco aproveitou. Ao marcar todos os tempos da pega, transformou o que poderia ser difícil numa pega aparentemente fácil, tendo sido esta bem concluída pelos ajudas e rematada com arte pelo nosso rabejador João José Comenda.

Pegar um Toiro nunca é fácil, mas quando ela é bem executada poderá parecer simples.
 
O segundo touro saiu à praça anunciado com 500 kg, voluntarioso e nobre lidado com emoção, mostrou-se o toiro mais bravo da corrida. Desta feita o escolhido foi João Batista Reis, um dos forcados mais experientes do Grupo, mas que este ano ainda não tinha pegado.

Brindou ao público e “cá de trás” como dizem os livros citou o Toiro, que cedo demonstrou interesse no forcado. Deu alguns passos e ao aperceber-se da postura do animal, carregou. Com uma investida brava, o toiro correspondeu, o forcado ainda longe aguentou e reuniu à córnea com vontade. Com uma boa primeira ajuda do Diogo Campilho a pega foi consumada com êxito.

O quinto da tarde pesou 570 kg, tendo sido aquele que saiu mais duro e sério para o Grupo de Montemor. Desta feita o escolhido foi o forcado Pedro Freixo, que ainda na semana anterior tinha realizado uma boa pega na praça de Alter do Chão.

Brindou aos vários antigos elementos do Grupo que se encontravam na trincheira e com a descontracção que lhe conhecemos avançou para o toiro. Já nos terrenos do adversário o forcado conseguiu impor-se e fez o toiro sair. Duro e veloz, foi para o forcado para o derrotar, que com uma reunião dura e a emendar-se bem na córnea, fechou-se com alma. A viagem foi rápida até aos ajudas que se encontravam a dar as tradicionais vantagens e como uma boa entrada do Hugo Melo e Francisco Cornacho, a pega foi consumada com êxito.

O Grupo de Santarém não teve o merecido êxito e consumou respectivamente as suas pegas à 2ª, à 3ª e à 3ª tentativa. Com três pegas à primeira tentativa e de bom efeito executadas pelos Montemorenses, o júri atribuiu o Prémio “Barra de Ouro” ao Grupo da Terra, ao Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo.

De parabéns está também a empresa “Montemor é Praça Cheia”, pelo espectáculo realizada a que o público correspondeu, enchendo a praça da nossa cidade.

Montemor, 1 de Maio de 2005
Rodrigo Corrêa de Sá

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