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São Cristóvão é "aquele" ambiente!

Depois da noite menos conseguida - na nocturna da Praça de Toiros do Campo Pequeno - era preciso um desafio que moralizasse e, que acima de tudo, repusesse a tranquilidade ao nosso Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo. Para isso, nada melhor que a Tradicional Corrida de Toiros de São Cristóvão para criar o bom ambiente necessário: data tradicional no calendário do nosso Grupo, muita Família e amigos a marcar presença e cartel com atractivos suficientes para proporcionar uma boa noite de toiros.

No cartaz os cavaleiros: Antonio Ribeiro Telles, Marcelo Mendes e o “benjamim” do clã Ribeiro Telles - António Ribeiro Telles filho, que toureava a primeira vez ao lado de seu Pai. Grupos de Forcados Amadores de Montemor e Ribatejo e toiros da ganadaria David Ribeiro Telles (4 toiros e um novilho), bem apresentados e a proporcionar uma agradável noite a todos os que se sentaram na “Monumental de São Cristóvão”!

O Cabo António Vacas de Carvalho aproveitou esta corrida para “testar” os elementos mais novos, destacando-se a estreia pelo Grupo principal dos jovens José Maria Marques “Zé Canino” e João Calisto “Maradona”. Os dois assumiram o compromisso com grande postura e responsabilidade, sabendo o “peso” que a jaqueta montemorense tem na História da Tauromaquia. Muita sorte e oportunidades para estes dois novos elementos!

Para a pega do primeiro toiro, saltou a trincheira o jovem José Maria Vacas de Carvalho. Teve pela frente um “Ribeiro Telles” que deu bom jogo durante a lide a cavalo e de investida franca. O “gémeo” Zé Maria avançou decidido para o toiro, mandou na investida e reuniu de forma correcta à primeira. Destaque para a ENORME primeira ajuda do António Cortes Pena Monteiro, que teve uma excelente entrada e intervenção no momento da viagem do forcado da cara. Merecida chamada à praça do nosso “Tó Pena”, que se tem vindo a revelar um excelente forcado multifacetado. As restantes ajudas foram também muito eficazes, estando mais um vez em bom plano, o Manuel Vacas de Carvalho a rabejar.

Para o segundo da noite – o novilho da corrida – o cabo escolheu o estreante José Maria Marques. O jovem forcado mostrou-se determinado. Calmo no cite, mandou vir o oponente e, embora no momento da reunião não estivesse estado perfeito (principalmente na reunião de pernas), teve muita vontade de ficar. Reunido à barbela aguentou com garra até à chegada das ajudas, que fecharam com eficácia esta pega. Boa estreia Zé Maria. Agora é agarrar mais oportunidades e mostrar serviço ao Cabo!

Para fechar as pegas do nosso lote, saltou à praça mais um “gémeo”: o João Vacas de Carvalho que citou com muita determinação. Contudo, no momento da reunião o toiro baixou a cara, não proporcionando uma reunião vistosa. O forcado não desarmou e as ajudas estiveram, uma vez mais, irrepreensíveis, entrando no momento certo e fechando com enorme eficácia esta pega. Uma “limpa”, com grande entreajuda do Grupo e com excelente ambiente entre todos. Os ingredientes necessários para colocar a moral da rapaziada “em alta”! Olé!      

Pelos Amadores do Ribatejo pegaram à primeira, André Martins e Duarte Pinedo.

Como manda a tradição, no final da corrida, o Grupo juntou-se à mesa para o “petisco” da ordem: os “poeirentos” de São Cristóvão. Jantar bem animado, com grande convívio entre todos: actuais e antigos elementos, familiares e amigos do Grupo. Em resumo: grande espírito de Família!

Pelo Grupo de Montemor!...Venha vinho!

São Cristóvão, 15 de Julho de 2017

Miguel Soares  

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