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Corrida de Estremoz e Almeirim

Estremoz, 30 de Agosto de 2013

Reinauguração da Praça de Toiros.

Mais uma vez o nosso grupo teve a enorme amabilidade de se fardar em minha casa. Antes da corrida tive também o prazer de receber vários amigos, glórias da forcadagem de Montemor, e a Família Abranches Costa que acompanhava o João e a Ana Cortes num simples jantar de confraternização.

Para a reinauguração da Praça, o cartel era composto pelos cavaleiros: António Ribeiro Telles; João Salgueiro; Rui Fernandes; Victor Ribeiro; João Moura Caetano; João Telles Jr. e João Maria Branco, pegaram os grupos de forcados amadores de Montemor e Monforte e foram lidados 7 toiros da ganadaria de Pinto Barreiros.

Iniciou-se a cerimónia de reinauguração com uma pequena procissão composta pelos intervenientes no espectáculo em que alguns dos elementos dos forcados de ambos os grupos carregaram o andor da Imagem de Nossa Senhora de Fátima. O Senhor Cónego Fernando Afonso abençoou a Praça, que está magnificamente recuperada e durante a procissão iluminada à luz das velas previamente distribuídas pelas bancadas, uma beleza rara este quadro de moldura humana.

Quanto aos toiros bonitos e bem apresentados, pesaram entre os 445 Kgs. e os 512 Kgs., cumpriram e não apresentaram grandes problemas facilitando assim a actuação da rapaziada.

Ao grupo de Montemor coube em sorte os: 1º., 3º., 5º., e 7º. da ordem. Para o 1º. (489 Kgs.) perfilou-se o João Câmara que tem vindo a fazer uma boa temporada, é filho do meu amigo Manel de certa forma ligado à terra, brindou ao céu à memória do Cabo José Maria Cortes, esteve correcto mandando no toiro e reunindo bem. O grupo fechou sem problemas efectuando a pega ao 1º. Intento.

Para o 3º. (445 Kgs.) que foi brindado ao Presidente da Camara de Estremoz, Senhor Luís Filipe Mourinha, saltou o forcado Manuel Ramalho filho do saudoso Mano Augusto, esteve enorme, bonito o cite em que o toiro se arranca e o Manel fez aquilo que todos devem fazer aguentando sereno a investida dando um ou dois passos atrás e enchendo a cara ao toiro executou a pega da noite, mais uma vez o grupo ajudou bem não complicando o que poderá ter parecido fácil.

O 5º, (465 Kgs.) em sorte foi chamado um forcado com uma costela materna da terra, Francisco Barreto, brinda ao seu Avô Dr. José Filipe Fonseca grande amigo e meu padrinho, esteve valente e correcto como de costume,mandou no toiro reuniu perfeito e o grupo coeso concretiza sem problemas também à 1ª. tentativa.

Para terminar foi para a cara do 7º. (455 Kgs.) O António Calça e Pina, que se pode considerar da vizinhança pois está ligado a Sousel, vindo de uma pega menos conseguida, trazia todas as ganas de triunfo e conseguiu, brindou ao João Cortes. Efectuou também uma pega ao 1º. Intento mandando na investida tendo de entrar nos terrenos do seu opositor por este se ter reservado em tábuas, contudo e apesar de o toiro ter encerelhado, conseguiu aguentá-lo e reunir da melhor forma, o grupo mais uma vez esteve bem nas ajudas.

No intervalo foi descerrada uma lápide no pátio de quadrilhas, homenagem do município de Estremoz ao nosso saudoso e querido José Maria Cortes. Também foi entregue a todos os intervenientes da corrida uma lembrança, sendo que ao grupo lhe foi entregue um moço de forcado elaborado em barro. Peça característica e conhecida como “Bonecos de Estremoz”.

O grupo de Monforte efectuou as 3 pegas todas também ao 1º. Intento.

O espectáculo decorreu bem não tendo havido nenhum percalço Graças A Deus e apesar de demorado devido às homenagens e reinauguração foi bastante agradável,saindo todas as pessoas de modo geral satisfeitas.

Muito obrigado pelo convite da crónica, espero que esteja do vosso agrado. Por favor voltem sempre, pois esta minha casa é Vossa e está ao Vosso inteiro dispor.

Pelo Grupo de Montemor e pelo Zé Maria:

Venha vinho, venha vinho, venha vinho…

António Mendo Teixeira.

 

Almeirim, 31 de Agosto de 2013

No passado dia 31, o Grupo de Montemor já estava em plena maratona taurina, que se iniciara em Estremoz e que culminará na corrida da nossa Feira da Luz, onde o António Vacas de Carvalho irá vestir a jaqueta do nosso querido Zé Maria.

O cartel bem rematado, colocava frente a toiros Lupi e Rio Frio duas dinastias toureiras: os Ribeiro Telles e os Salgueiros. Alternavam nas pegas, os forcados de Santarém.

Corrida repleta de emoção e bons momentos de toureio, os toureiros tudo arriscaram.

No capítulo das pegas, somamos mais uma "limpa". 

O segundo toiro da corrida foi o nosso "Peco", brindou ao céu Àquele que nos comanda, e de trás partiu. Com o toiro consigo, carregou de longe, tentando que o seu opoente partisse de largo. O toiro não partiu e obrigou o forcado da cara a entrar em terrenos de compromisso. O Peco, sacou-se, reuniu e enrolou-se na cara do toiro como manda a cartilha, havendo o toiro empurrado até às tábuas, apesar das prontas ajudas.

A surpresa da corrida estava reservada para o quarto toiro da ordem quando saltou Manuel Dentinho para a cara, este mais habituado a actuar como ajuda. Forcado de dinastia, mostrou toreria e saber, pois o toiro encontrava-se algo cansado e refugiado em tábuas. O Manuel entrou naqueles terrenos que fazem secar a boca, não se intimidou e dominou por completo a sorte. Recuou, reuniu à barbela, suportou um forte derrote, mas do modo como estava fechado, era para não mais sair. Com o toiro a empurrar, as ajudas tiveram de se aplicar para realizar uma pega como manda a nossa escola.

Para o último da noite, João Braga pegou o toiro lidado a duo pelo clã Salgueiro. Comecou a citar de largo, e andou para o toiro no seu característico passo "à antiga". Já a meia praça, o toiro arrancou-se, fazendo com que o Braga tivesse de o alegrar, recuou à sua vontade e fechou-se com ganas, suportando uma viagem longa até às tábuas. 

Menos sorte teve o Grupo de Santarém, que efectuou uma vistosa pega de cernelha à primeira e duas pegas de caras, à terceira e à segunda. Deixamos aqui os votos de rápidas melhoras ao nosso amigo António Grave de Jesus que se lesionou ao pegar o toiro que lhe calhou em sorte.

Noel Rosário Cardoso 

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