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Corrida de Toiros no Redondo

No passado dia 5, ainda a viver a euforia do triunfo obtido em Lisboa na noite anterior, juntámo-nos no Redondo para enfrentar um curro de “graves”  que à hora do sorteio se revelou com mais trapio e na corrida mais sério do que todos esperávamos encontrar no Coliseu Redondense. Tourearam a cavalo António Ribeiro Telles, Rui Salvador e Marcos Tenório, e puseram-se diante dos outros três toiros os da terra.

                  O primeiro, com cerca de 500kg e apesar de fraco dos quartos traseiros, tinha muita apresentação e comportamento sério! Foi para a cara o cabo… dos juvenis, Ico Barreto teve por diante o oponente mais sério que até aqui pegou, o cabo Cortes entendeu que estava na hora de o testar. O Ico começou cá de trás com calma e o toiro arrancou-se solto de largo e com pouca pata, o forcado fez tudo bem, alegrou-o como ele pedia, recuou e reuniu bem, o toiro levou-o lá ao primeiro andar e desfeiteou-o com um violento derrote para baixo! Apesar de estar pesadão e provavelmente a precisar de se preparar melhor fisicamente penso que seria difícil a qualquer forcado aguentar aquele derrote. Na segunda tentativa o Ico não acusou a pressão e citou com calma, o toiro deixou-se citar e carregar, meteu a cara mais alta e de pior maneira mas não bateu durante a viagem e com uma bela ajuda do Mim Garcia, estava pegado o primeiro da tarde! De notar a grande intervenção do rabejador Sacaio enquanto o Ico se encontrava em apuros no chão após a 1ª tentativa.

                  O momento alto da corrida estava guardado para para o nosso 2º. Um toiro que se adivinhava complicado para a pega,  foi Manuel Ramalho o solista. Com o seu característico cite calmo e sóbrio, dando até por vezes a impressão que vai pouco  espicaçado, o Ramalhão carregou com um pouco (ainda não muita) mais agressividade do que lhe é costume, recuou bem e reuniu com uma enorme garra para aguentar dois violentíssimos derrotes, daqueles que todos os que assistiam pensaram “ já foste”, mas consumou-se um pegão! O Manel está um forcado de mão cheia, é um exemplo de perseverança, amizade e dedicação ao Grupo que devemos todos tomar como exemplo, este ano começou a pegar  tarde, e apesar de estar triste com toda a certeza por só ajudar, agora ajuda quase todos os toiros e leva 4 de caras e todos à primeira tentativa. É a prova de que saber esperar sem amuar e pondo o Grupo como prioridade e sem egoísmos compensa! Nesta grande pega só foi pena a falta de reconhecimento do público por alguma razão que nada pode ter a ver com a qualidade da mesma, se fossem tão exigentes como com os da terra, davas pelos menos umas 4 voltas à praça, mas arrisco-me a dizer que pelo menos aos médios era obrigatório teres sido chamado, Manel!

                  Para o último toiro a pegar, o Zé Maria resolveu arriscar outra vez num forcado com menos experiencia! António Calça e Pina para a cabeça do animal! Era o primeira vez que o Calça ia para a cara dum toiro mais sério mas quem não soubesse não o diria, citou com calma e bonito (o cite, ele não ia ficar bonito de repente só porque estava a citar, claro); aguentou bem o toiro e teve uma rija reuniao, que poderia ter sido mais suave se tivesse recuado mais, ainda assim, agarrou-se com alma e coração para concretizar uma bela pega!

                  Fechou-se mais uma corrida com chave de ouro e estavam os motores aquecidos para concluir o intenso fim de semana taurino e festejarmos, enfim, com um jantar depois da corrida de Alcácer!

 

Pelo GRUPO DE MONTEMOR,

VENHA VINHO!

VENHA VINHO!

VENHA VINHO!

Um abraço,

João Braga

 

                  

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