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Corrida de Toiros em Alcácer do Sal

Corrida de Alcácer de Sal 02 de Outubro de 2011 (Um futuro que está bem presente)

Após um fim-de-semana recheado de compromissos importantes, em que o Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo exibiu mais uma vez o excelente momento de forma que atravessa, tendo realizado duas actuações de elevada qualidade em Lisboa e Vila Franca, tive o prazer de me deslocar no Domingo a Alcácer do Sal, terra com grandes tradições para o GFAM.

Foi sem dúvida um dia bem passado, por isso não posso deixar de agradecer a todos os elementos do GFAM, os momentos bastante agradáveis que me proporcionaram nesse dia, desde o facto de me terem ido buscar a casa, me terem convidado para os acompanhar na trincheira, o privilégio de ter sido brindado com uma pega, o fantástico repasto em casa da família Mendes, até à chegada a Lisboa, foi sem dúvida um dia para recordar, entre a família do Grupo de Montemor.

Relativamente à corrida, a actuação foi bastante positiva, uma vez que quem esteve presente pode constatar que o Grupo está cheio de gente nova com valor, uns já com créditos firmados e em época de afirmação, outros com pernas para andar e darem cartas num futuro muito próximo em corridas de maior responsabilidade.

Em sorte calharam-nos 4 toiros da ganaderia Núncio que cumpriram, é certo que não estavam um primor de apresentação, estando um outro mais terciados, mas também é certo que exigiam que lhe fizessem as coisas bem feitas, sob pena das pegas poderem ficar comprometidas.

Para pegar o primeiro toiro da tarde foi escolhido o forcado Manuel Ramalho, O Manel vinha duma pega menos conseguida em Vila Franca, tendo sido o único forcado “repetido” que o grupo utilizou para pegar os 10 toiros que enfrentou durante o fim-de-semana taurino.

Não foi a tarde do Manel, com culpas repartidas com o toiro que lhe calhou em sorte, uma vez que este, além de não ter uma investida clara, ostentava uma córnea bastante defeituosa e deficitária, o que ajudou e de que maneira no insucesso das duas primeiras tentativas.

Acabou por pegar o oponente à terceira tentativa com a garra habitual que lhe conhecemos, numa pega em que os ajudas no geral, se empregaram na conclusão da mesma.

Gostaria de aqui deixar uma palavra de alento para o Manuel Ramalho, porque todos nós que o conhecemos bem, sabemos o valor enorme que ele transporta dentro de si, acreditamos nas suas potencialidades, e acredito verdadeiramente, que para o ano estará entre nós com a sua maneira apaixonada e singular de viver o Grupo de Montemor, a realizar grandes pegas que certamente nos encherão de orgulho.

Para enfrentar o segundo toiro que nos calhou em sorte, saltou a trincheira o forcado António Vacas de Carvalho, que teve a amabilidade de me dedicar a pega com um simpático brinde, que desde já agradeço.

O toiro à semelhança de outros, possuía uma córnea bastante “apertada”, o que poderia dificultar a reunião e consequentemente a pega, porém tal não veio a acontecer, pois o “Tó Bocha”, está um forcado de corpo e alma, mostrando a cada oportunidade que lhe é dada, toda a evolução que tem atravessado.

Citou bem, carregou, alegrou a investida do toiro e reuniu perfeitamente à barbela, numa pega limpa, na qual todos os tempos da pega foram cumpridos, tornando fácil o que se poderia complicar.

Destaque nesta pega também para os ajudas, que mais uma vez mostraram coesão.

O nosso terceiro toiro foi o que mais volume apresentou no “ruedo” de Alcácer, foi escolhido para o pegar o Francisco Borges Jr., que simplesmente pegou à Grupo de Montemor, ou seja, mandou, parou e templou, para efectivar uma reunião vistosa, seguida de uma viagem por alto e emotiva, em que os ajudas meteram o cabedal, o rabejador entrou a tempo, tendo esta conjugação de factores contribuído para a realização de uma grande pega à primeira tentativa.

Parabéns ao Francisco que fez uma época extraordinária, demonstrando a cada pega que passa, que está pronto para outros palcos de maior responsabilidade.

O último toiro da corrida calhou em sorte ao jovem João da Câmara, que não quis deixar os seus créditos em mãos alheias.

Pegou o oponente à primeira tentativa, com uma garra extraordinária, uma vez que, após uma reunião que não foi perfeita por se ter desequilibrado um pouco quando recuava na cara do toiro, agarrou-se com unhas e dentes, até à entrada oportuna dos ajudas que fecharam a pega com sucesso.

Duas notas finais:

1.       Um grande obrigado à família Mendes, por quem nutro uma grande e sincera amizade, por mais uma vez terem recebido o GFAM de braços abertos, abrindo as portas da Herdade do Penique para a rapaziada se fardar e jantar após a corrida. Jantar esse, que estava muitíssimo bem servido e que contou com a presença de actuais, antigos, amigos e famílias.

2.       Quero mais uma vez agradecer-vos o fantástico dia que me proporcionaram na vossa companhia, e dizer-vos também mais uma vez, o quanto me enchem de orgulho por um dia ter pertencido ao nosso GFAM.

 

Forcados Amadores de Montemor-o-Novo, 72 anos a dar vantagens!!!

Muita sorte para o próximo compromisso

 

Pelo GFAM, Venha vinho,

Do vosso amigo;

Manuel Mata

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