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Mais uma grande pega em Abiúl
Toiros em Abiul – Crónica de uma Corrida
14 de Agosto de 2011, às 22.00 horas.

 

Cavaleiros:                                  

   Rui Salvador (deu alternativa a Tiago Martins)

   Victor Ribeiro

   Tiago Martins (recebeu alternativa de Rui Salvados)

Forcados:

   Amadores de Montemor-o-Novo

   Amadores da Chamusca

Toiros:

   Passanhas

O ambiente:

Noite de festa em Abiul, com público cosmopolita quanto baste com a “remessa dos emigrantes”, mas respeitador do espectáculo e interessado do principio ao fim.

O facto de o primeiro toiro ter saltado a trincheira logo que entrou de rompante na praça, deu assim o tom de animação ao espectáculo.

Noite fresca com uma cacimbazinha a moer no decurso da segunda parte.

Três quartos de casa fortes, foram no entanto bastantes para compor o redondel.

As galerias de 2ª ordem, vazias, não deixaram marca de abandono, já que a festa em baixo foi quente e encheu todo o espaço.

Pela primeira vez na história da praça, foi dada uma alternativa a um cavaleiro, facto que contribui para a grande euforia que se viveu, com descerrar de lápide comemorativa do evento, no prolongado intervalo.

Director com autoridade condescendente e saber; os toques dados a gosto, com pulmão e sempre aplaudidos com entusiasmo.

Sobre os Toiros:

Curro sério e bem apresentado, com pesos entre os 530 kg e os 640 kg.

O 2º e o 5º terão sido os mais bravos; o primeiro, o terceiro e o quarto, os mais Passanhas, correndo pouco e mandando nos médios ou no centro da praça; o 6º, o mais bonito.

Ganadeiro chamado à praça no 5º da noite, com toda a justiça.

No segundo toiro aconteceu uma situação peculiar, quando o grupo da Chamusca falhou uma segunda tentativa e o toiro, querendo fazer mal a um forcado que tinha ficado no chão, acabou por dar uma cambalhota fantástica apoiado nos cornos cravados na areia. Por sorte não magoou o forcado, mas um dos ferros, sem se partir, foi como que empurrado para o interior do animal, furando-o de lado a lado, saindo o rojão do lado oposto, com perigo para a pega que ainda estava por consumar. O Inteligente mandou, o valente forcado resfriou o seu ímpeto de consumar uma terceira tentativa e o embolador actuou com destreza e eficácia junto às tábuas, conseguindo arrancar o rojão do ferro que estava trespassado.

 

Dos Cavaleiros

Tiago Martins, esteve bem nos seus dois toiros, no entanto um pouco desobediente com cravação de ferros a mais, só justificável por ser a sua festa de alternativa.

Rui Salvador esteve no seu melhor no seu primeiro e bastante bem no difícil quarto da noite. Foi compensado com o troféu atribuído à melhor lide.

Victor Ribeiro, regular nos seus dois toiros, teve muita sorte numa violenta colhida junto aos curros pelo maior toiro da corrida que o terá deixado lesionado numa perna, situação que não o impediu contudo de acabar essa lide e mesmo de voltar para tourear o segundo onde de novo levou um toque duro na montada do bravo que lhe calhou, ao cravar o segundo dos curtos.

Forcados da Chamusca

Forcado Manu Injaí valente e bonito no site, pegou à terceira tentativa o segundo toiro da corrida com 540kg de peso. Escorregou ao carregar o que lhe dificultou a reunião na primeira tentativa; vantagens demasiadas na segunda; e pega abafada na terceira.

O segundo que lhes calhou, com 600 kg, foi pegado à segunda tentativa, bem ajudada.

O terceiro, também com 600 kg, deu uma boa pega na 1ª tentativa.

Forcados de Montemor-o-Novo

O nosso primeiro toiro tinha 575 kg. O Zé Maria deu-o ao Frederico Manzarra Caldeira que brindou ao cavaleiro de alternativa. Na primeira tentativa, a colocação do toiro, descaído sob o lado esquerdo, terá tirado ímpeto à investida e conforto ao momento da reunião; na segunda tentativa, houve desânimo do forcado; na terceira, as ajudas abafaram a pega.

O segundo, o maior toiro da corrida com 640 kg, foi dado ao João Romão Tavares que consumou à primeira tentativa uma pega dura, bem ajudado pelo João Santos e no fim por todo o grupo, quando o toiro ainda tentou com o seu poder, destapar-se. Recebeu o prémio atribuído à melhor pega, tendo contribuído para tanto, sem sombra de dúvida, a sorte desejada por aquele a quem a pega tinha sido entretanto brindada, um Irlandês, grande amigo do Grupo, que de resto faz parte da “remessa dos emigrantes” já referida nesta crónica!...

O Noel Cardoso, pegou bem à primeira tentativa um cornalão com 530 kg, bem ajudado por todo o grupo que, cabendo lá todos, todos terão sido pisados no arraste até às tábuas. O brinde ficou nos organizadores da corrida.

Não houve jantar, pois no dia seguinte, um curro castelhano difícil  tinha que ser pegado em Reguengos, a quase 400 km de distância.

Já eram, a assa hora, umas duas da manhã.

Pelo Grupo de Forcados de Montemor, venha vinho.

Miguel Ponce Dentinho

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