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Corrida de Toiros em Nave de Haver

O maldito treze (crónica de nave de haver)
 
Não sendo supersticioso, a verdade é que não gosto do número treze, e acho que depois desta digressão, tenho razões para continuar a não gostar.

Feitas várias tripulações de vários pontos do País, deste o Algarve a Lisboa, foram chegando no Sábado os elementos do Grupo de Montemor para mais uma corrida. Tivemos o prazer de ver o Arte e Emoção que dedicou uma reportagem sobre a corrida do Campo Pequeno. Com os espíritos de alta, atravessamos a rua e jantámos optimamente. Bacalhau, costeletas de novilho e de borrego, entre outras iguarias. Foi um jantar descontraído com muita animação. A rapaziada deu uma voltinha pelas terras de Vilar Formoso, mas recolheu cedo para os quartos, pois no dia seguinte havia um compromisso em Nave de Haver.

Para esta corrida, o Zé Maria apostou na rapaziada mais nova e optou por fardar dois novos elementos pela grande amizade que os une ao Grupo. Fardaram-se, assim, pela primeira vez, o Filipe Cachopas e o Manuel Vacas de Carvalho, afamado Cavaleiro Tauromáquico.

Para esta corrida, o Grupo de Montemor tinha pela frente 4 toiros Aldeanueva, com peso a rondar os 500kg, que mostraram seriedade e a exigir dos forcados. Para o primeiro toiro pegou o Pedro “borrega”  Barradas, que precisou de 2 intentos para levar a melhor sobre o seu oponente. Na primeira tentativa o Borrega escorrega e não suporta um derrote alto do toiro, talvez por ter deixado as pernas soltas “pelo ar”. Corrigiu na segunda tentativa e consumou uma vistosa pela à barbela.

Para o segundo da tarde o escolhido foi o Pedro Borges, pelo de capacidades físicas e com grande margem de progressão. Na primeira tentativa, o toiro arranca-se solto e o Pedro mostrou-se, contudo deveria ter aguentado mais para evitar que o toiro ensarilhasse e que rematasse tão alto. O Pedro não esmoreceu e cresceu para a segunda tentativa, mas o toiro aprendeu rapidamente e começou a fazer mais mal. Não conseguiu acoplar-se ao toiro nas tentativas seguintes, tendo saído lesionado na terceira tentativa com cortes provocados pelo arpão que ficou sem bandarilha. Felizmente, a praça tinha uma enfermaria bem equipada, com um médico experiente que imediatamente tratou o Pedro. Muito obrigado ao Médico de Serviço na Praça, cujo o nome não sei, e ao Empresário António Morgado por não descurar a segurança em detrimento de alguns euros. Para a dobra foi o seu irmão Francisco, que esteve correcto, mas precisou de mais 2 tentativas para consumar a pega ao segundo da tarde.

O nosso terceiro toiro foi pegado por Ico Barreto, quem em ano de estreia, mostra muita vontade. Apesar de não ter  cumprido os tempos da pega logo no intento inicial, a verdade é que nunca desistiu e colocou pela segunda vez o barrete com mais vontade de pegar o toiro que lhe tinha sido destinado. Com as ajudas mais coesas, a pega consumou-se à segunda tentativa.

O nosso último da tarde foi pegado pelo João da Câmara, que em tarde de menos sorte só consumou a pega à quarta tentativa. Apesar do toiro se apresentar esgotado, o João apesar de ter estado bem frente toiro,  não contou com a melhor das ajudas na primeira tentativa, o que o obrigou a cansar mais o toiro que já de si estava esgotado. Sem grande história a pega só à quarta tentativa foi pegado.

Nesta corrida gostaria de salientar a valentia o Sacaiozinho, que andou pelo chão, pelo ar, mas mostrou muita vontade.

Por fim, resta explicar a razão do título. Precisamos de 13 tentativas para pegar os 4 toiros, fardamo-nos no quarto 313 e todos os forcados que pegaram, dormiram nesse mesmo quarto, ora, o 313!
 
Até Abiúl!
Noel Rosário Cardoso

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