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Paintball no Monte do Paço em Elvas.

Dizem que os Gurkas, uma unidade do exército de Sua Majestade Britânica formada por soldados nepaleses, constituem o melhor corpo de soldados do mundo. São altamente disciplinados, as mais fantásticas máquinas de matar do planeta. Move-os a eficácia, não a vaidade.

Os Gurkas integram o Exército Britânico desde o Século XIX e são assustadoramente lendárias as suas acções militares na II Grande Guerra, nas Malvinas ou, mais recentemente no Monte do Paço, arrabaldes de Elvas.

Eu integrei esta unidade especialíssima e pediram-me que escrevesse uma crónica sobre a mesma. Aqui fica!

Foi no dia 27 de Setembro, num fim-de-semana sem corridas, que o Grupo de Montemor se reuniu para uma guerra sem tréguas, aquele que por muitos será comentado e recordado como o confronto mais sangrento de todos os tempos no seio do nosso Grupo.

O clima era de tensão, a neblina não ajudava, havia um silêncio que não é habitual e arrisco-me a dizer que estava um dia assustador sem qualquer tipo de complexos. Quando se vai para a guerra não há heróis, todos temos medo, todos estão ansiosos. Que o diga o Nosso Rambo João Caldeira, o mais habitué de entre todos nestas lides da guerra, tendo ainda a vantagem de conhecer o terreno como ninguém, mas até ele tremia que nem varas verdes dos alicates.

Pactos de sangue foram firmados após a escolha das equipas, era hora de fazer levantamentos de terreno, delinear objectivos, traçar estratégias, em grego antigo stratègós, em inglês strategy, em francês stratégie, em alemão strategie, em italiano strategia, em turco strateji, etc, etc.

Quatro equipas foram formadas:

A minha, os GURKAS capitaneadas pelo Cabo Cortes.
O BOPE capitaneada pelo soldado raso João Cabral.
As FALINTIL (Timor) capitaneados pelo Soldado Pedro Santos.
E a LEGIÃO ESTRANGEIRA capitaneada pelo Eng. Tita Saúde.

Realizou-se um torneio entre as quatro com eliminatórias e disputa de 3º e 4º lugares, para que cada equipa tivesse oportunidade de combater duas vezes.

Todos queriam vencer, todos queriam fazer valer a sua capacidade de combate.

Os resultados foram os esperados, venceram os Gurkas (a equipa do Cabo) sem sombra para dúvidas, com aniquilação total dos oponentes das equipas adversárias e com baixas inferiores a -8 elementos. Ou seja, para além de não ter morrido ninguém, ainda ressuscitaram pelo menos 4 vezes cada , o Cabo Zé Maria Cortes e também o Cabo dos Juvenis Chico Reis.

Parecia impossível, era vê-los a levar tiros e parecia que não os afectava!!! Resta dizer que como é óbvio não houve batotas, eles ressuscitaram de verdade, até porque os árbitros e organizadores da guerra (os amigos Caixeirinha, Quitó e Gambérro) totalmente isentos, afirmaram categoricamente que viram as balas a atravessar os corpos destes dois indivíduos e a não deixar qualquer marca.

Foi uma tarde muito animada que serviu não só para descomprimir neste final de época taurina, como também para unir ainda mais os elementos do nosso querido Grupo de Montemor, família, e amigos.

Como é obvio não houve vencedores nem vencidos, e quem realmente ganhou foi cada um dos que participou desta bela tarde de Sábado, acompanhados pela famosa Mini Sagres e ainda da participação de amigos de outros Grupos de Forcados.

No fim da tarde houve a desfardação dos kits de guerra e tudo se aprumou para o jantar que antecedia a noite de feira de S. Mateus. De realçar ainda e um especial agradecimento aos entendidos e belos discursos dos amigos Gambérro e Tangerina (antigo forcado do Grupo de Évora) que com as suas palavras emocionaram toda a plateia.

Obrigado ao João Caldeira e Frederico Caldeira por disponibilizarem a casa. E, Zé Maria, que se repitam muitos destes durante o Inverno.

Pelo Grupo de Montemor
venha vinho...
venha vinho...
venha vinho...

Tomás Pimenta da Gama
8-10-2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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