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Moita, derradeira corrida do fim-de-semana.

Na derradeira corrida deste fim-de-semana “alargado” o Grupo de Montemor deslocou-se à carismática praça da Moita para pegarmos 2 toiros Romão Tenório e supostamente um novilho. Desta vez o cabo zé Maria deu-me a responsabilidade de fazer a crónica da corrida.

Depois da corrida do Sobral e já a acusar algum cansaço pelas corridas do Campo Pequeno, Cartaxo e Évora, reuniu-se o Grupo na casa da família Pires da Costa, que mais uma vez nos recebeu com imensa simpatia.

Acusando ser um dia de semana e uma corrida à tarde, o Grupo apresentava-se com algumas ausências, tanto de alguns forcados mais velhos como de algumas presenças já habituais, as quais já nos acostumámos a ter ao nosso lado nestes dias de Festa, excepção feita aos incansáveis Francisco Borges e João Cortes.

Mas falando na corrida, que foi o que me foi incumbido pelo Zé Maria. Os toiros não anteviam grandes dificuldades, as reses que nos couberam em sorte pesavam 530 Kg e 465 Kg respectivamente. Foram lidados ambos por João Moura, que, tal como o seu filho, esteve regular proporcionando bons momentos de toureio, numa praça quase cheia e com o ambiente taurino já tradicional da aficcion moitense.

Numa corrida que não prometia ser séria, o Zé Maria chamou a si alguns forcados mais experientes, ao lado de malta mais nova, pois a responsabilidade da praça assim o exigiu.

Para abrir praça o Cabo escolheu o Pedro Santos, andou para o toiro num bonito cite como é seu apanágio. Não fez uma reunião perfeita e num derrote mais forte já a chegar aos ajudas ficou descomposto na cara do toiro, mas com a alma e a raça que lhe conhecemos brigou-se e contando com uma mão preciosa do Tó Sá consegui consumar a pega à 1a tendo também sido bem ajudado nas segundas pelo Pimenta e pelo Francisco Reis.

Para o segundo toiro o Zé Maria escolheu o Peco, depois de uma pega dura quinta-feira no campo pequeno, a responsabilidade pesava um bocadinho mais, mesmo assim o Peco saltou para a praça para pegar o toiro, embora sendo mais pequeno que o anterior antevia-se mais complicado, tendo ganho uma crença no fim da lide em tábuas de fronte aos curros. Bem o Zé Maria que apercebendo-se disso colocou o toiro mais junto da porta dos cavalos. O peco carregou já em terrenos do toiro provocando-lhe a investida, aguentou e recuou o necessário para se fechar na cara do animal e para não mais sair, numa viagem até às tábuas que contou com uma 1ª eficaz por parte do António Dentinho que viu a sua tarefa dificultada pois o toiro humilhou aos seus pés quanto ele ia a entrar, ainda assim recuperou tendo ajudado bem, assim como os restantes ajudas, tendo ainda sido bem rematada a pega pelo Caldeirinha.

De outros episódios foi a tarde feita mas desses penso que não interessa falar. Acabámos a corrida mais cedo e depressa nos reunimos num café junto à praça para depois dos toiro pegados desfrutarmos de uma cerveja fresquinha, cortesia do nosso sempre presente Manuel Mata. De seguida fomo-nos desfardar pois esperava-nos um belo jantar na casa das Enguias.

E para quem pôde foi até de manhã.

J. P. Pereira
18-Set-2008

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