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No Campo Pequeno, uma grande pega marcou a noite.

No passado dia 11 de Setembro iniciou-se o fim-de-semana mais duro da época. Estavam previstas 5 corridas, todas de grande importância: Campo Pequeno, Cartaxo, Évora, Sobral de Monte Agraço e Moita. Um final de temporada que exigiu que o Grupo estivesse na máxima força, para corresponder aos seus pergaminhos.

A corrida do Campo Pequeno e é sobre a que vou falar apresentava no cartel os cavaleiros João Moura Jr. e Manuel Lupi o novilheiro João Augusto Moura e para pegar os toiros de Rio Frio os Grupos de Forcados Amadores de Montemor e Aposento da Moita, com a responsabilidade acrescida de ser transmitida em directo pelo canal de televisão SIC.

Depois de uma fardação que já começa a ser tradição em casa do cabo Cortes, o Grupo apresentou-se na principal arena do país com 16 elementos fardados para enfrentar dois bonitos toiros com os pesos de 518 e 566 kg. Só tenho pena é que o Grupo já merecia pegar em solitário 6 toiros e o Campo Pequeno ainda não tenha sabido dar essa oportunidade.

Para abrir praça o Zé Maria agarrou no barrete, citou de largo com o Grupo a dar vantagens, carregou a investida e reuniu com sabedoria. Com um braço à córnea e outro à barbela aguentou duros derrotes até à chegada oportuna dos ajudas, liderados por António Corrêa de Sá que de maneira eficaz encerraram uma das melhores pegas do Campo Pequeno esta temporada, bem rematada por Rodrigo Pietra Torres.

O nosso segundo toiro apresentou-se com poder e pouca investida uma combinação complicada para os forcados como se veio a demonstrar. Para a pega o cabo Cortes escolheu um dos forcados do ano, João Tavares mais conhecido por Peco citou com presença um dos toiros mais sérios que nos calharam em sorte esta temporada, aguentou a investida a passo do oponente que, no momento da reunião e com o Grupo a dar vantagens não deu quaisquer hipóteses ao forcado da cara. A segunda e terceira tentativa mostraram-se igualmente duras e sem sucesso sem culpa para o forcado e só à quarta já com ajudas carregadas é que o Grupo conseguiu resolver este problema. João Tavares que pegava pela primeira vez no Campo Pequeno não teve sorte nesta noite mas, com certeza, novas oportunidades surgirão nesta arena tão emblemática para os forcados.

Soube a pouco, é o que me apetece dizer. O Campo Pequeno será sempre a Catedral da Corrida à Portuguesa e como consequência, do Forcado, tradição única em Portugal. Como tal é aí que os Grupos que merecem têm de dar provas e mostrar todo o seu potencial. Nesta terceira temporada do novo Campo Pequeno, como elemento do Grupo de Montemor e aficionado ao Forcado sinto que essa corrida ainda não chegou, os bons Grupos de Forcados ainda não foram desafiados. Vamos esperar por 2009.

Parabéns ao Grupo pela boa época que tem realizado.

Rodrigo Corrêa de Sá
Setembro de 2008

Reportagem Fotográfica:
http://www.tauromania.pt/noticias_detail.php?typ=reportagens&aID=2975

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