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Corrida de Setúbal com polémica e emoção!

No dia 26 de Julho de 2008, o Grupo de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo deslocou-se à cidade de Setúbal, praça onde temos muita tradição, para honrar mais um dos muitos compromissos agendados para mês de Julho.

A fardação decorreu no Novotel, cheia de bom ambiente, repleta de juventude com ganas para triunfar, depois de uma corrida menos conseguida em São Cristóvão.

O cartel era composto pelos cavaleiros, Rui Salvador, Sónia Matias, e Gilberto Filipe, pegavam connosco os Amadores de Setúbal. Os toiros pertenciam à ganadaria do Pai, Tio e Amigo, Jorge Mendes, que saíram cómodos, quer na apresentação quer no comportamento.

Para o primeiro toiro da corrida foi escolhido o forcado João Tavares. O “Peco” aproveitou a excelente dimensão da arena da Carlos Relvas, para desenvolver um cite pausado, toureiro, interessando o toiro a cada passo, deixando-o descansar para depois então poder carregar no momento mais oportuno. Não lhe foi permitido mandar mais no toiro, uma vez que um “entendido” bandarilheiro resolveu por auto-recriação, dar um aviso ao toiro. O toiro saiu algo solto, essa adversidade foi corrigida pelo forcado, que o aguentou, toureou e consentiu bem, fechando-se com uma boa reunião, efectuando uma pega limpa. A pega foi bem ajudada pelo restante grupo, sendo bem rematada pelo rabejador Francisco Godinho. O forcado deu volta acompanhado do primeiro ajuda Quim Zé Correia, a pedido de um sector da bancada.

Para o segundo toiro que aparentava ser algo tardo na reunião, foi escolhido o elemento João Caldeira, “Rambo”, que tem vindo a realizar uma excelente época. O “Caldeirinha” talvez por recear a escassa investida do oponente, não recuou o que devia à primeira tentativa, o que o obrigou a ir mais uma vez ao toiro. Destaque para a sua presença em praça nas duas tentativas, assim como para a oportuna ajuda do rabejador Francisco Godinho.

Para o nosso último toiro, estavam guardados os momentos mais emocionantes e polémicos da noite. O Cabo José Maria entendeu mandar o toiro para a volta e experimentar uma nova parelha constituída pelo João Maria Santos e pelo João Tavares, que devido ao desempenho quer nos treinos, quer nas ferras mereciam sem dúvida esta oportunidade. Sucede, que no mundo das pegas nada é matemático e nas pegas de cernelha os condicionalismos ainda são mais aleatórios.

O toiro, embora interessado nos cabrestos, andou sempre muito por fora destes, dificuldade à qual a inexperiente dupla de cernelheiros não soube dar a volta. O tempo foi passando e os nervos e a adrenalina começaram a falar mais alto. O João Maria numa tentativa de coração “kamikase”, jogou-se ao toiro destapado, o que lhe valeu uma aparatosa colhida e um enorme corte na coxa, que o impossibilitou de continuar em praça.

Para o substituir entrou o António Dentinho, cheio de garra e vontade de mostrar serviço.  No pouco tempo que dispunham ainda conseguiram entrar uma vez ao toiro, e já com o público aplaudir de pé, o António Dentinho sucumbiu a uma pisadela que o deitou por terra, ficando o “Peco” a rabejar o toiro até o parar totalmente. O “entendido” Sr. Delegado do IGAC, resolveu que a pega estava consumada, mandando recolher o toiro.  Prontamente, o grupo que já estava formado para alguma eventualidade, saltou para a arena para pegar definitivamente o toiro na modalidade de caras. O escolhido foi o “regressado” Noel Cardoso, “El Forcado Chino”, que com a sua habitual garra, valentia e poder, resolveu a situação com alguma facilidade, com pronta ajuda do restante grupo.

Tenho pena que hoje em dia na Festa haja tantos “entendidos”, que muitas vezes pela sua “inteligência” suprema, acabam por prejudicar o trabalho e a dedicação de quem lá anda por gosto, acabando por não acrescentar nada ao espectáculo.

Gostava de deixar uma palavra final de alento para o João Santos e para o António Dentinho., para não desmoralizarem pois a vida por vezes é feita de algumas contrariedades. Às vezes é necessário dar-mos um passo a atrás para ganharmos balanço, e de seguida darmos dois em frente. Os erros servem para aprendermos com eles. Se as coisas não correram da melhor maneira, foi porque têm valor e cabo acreditou nele para vos dar essa oportunidade.

Acabada a corrida, o recolher foi geral, (ou quase), pois no dia seguinte havia mais um compromisso em Lavre com os Pégoras, como tanto gostamos.

Pelo Grupo de Montemor:

Venha Vinho!
Venha Vinho!
Venha Vinho!

Bota abaixo

Um abraço,
Manuel Mata

Julho de 2007

VEJA AS REPORTAGENS FOTOGRÁFICAS EM:
http://www.tauromania.pt/noticias_detail.php?typ=reportagens&aID=2688

http://toureio7.no.sapo.pt/Setubal/index.html

 

 
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