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Bombarral, uma tarde de surpresas!

Dia 22 de Julho, um Domingo, foi dia de rumar para o Oeste, mais precisamente para o Bombarral. Juntámo-nos por volta das 16h30 no Hotel Comendador, onde a agitação foi grande, pois este era o dia do Grupo de Montemor receber os novos telemóveis. Como seria de esperar, entre tanta agitação, os telemóveis não pararam de tocar, havendo mesmo conversas de telemóvel entre elementos que se encontravam a 1 metro de distância.

Esta corrida foi previamente considerada pelo Guiga como a corrida de oportunidade para alguns elementos (mais velhos ou ajudas), e assim veio a ser. Os cavaleiros foram  João Moura, Joaquim Bastinhas e Marco José. Os touros eram Herds. Brito Paes, para serem pegados pelo Grupo de Montemor e pelo Grupo de Vila Franca. A praça estava com ambiente, encontrava-se cheia.

Para a cara do primeiro touro, com 480 Kg, com a responsabilidade de abrir praça, o Guiga escolheu o Campilho, mais habituado às 1ªs ajudas, mas que neste dia vinha cheio de vontade de pegar de caras perto da sua “nova terra”. Fez um brinde especial, à Sofia e ao filho Manel. O touro vinha cansado da lide de João Moura, e o Campilho aproveitou isso para começar a citar de cá de trás e andar bonito para o touro. No momento da reunião o touro meteu mal a cara, mas o Campilho estava de olhos bem abertos e fechou-se com vontade, para não mais sair. Com boa 1ª ajuda do forcado Caldeira Amaro, e com o Francisco Godinho a rabejar, o grupo fechou esta pega. Depois de volta à arena com João Moura e com o seu filho Manel, o Campilho ainda teve que ir ao Hospital, mas acabou por sair com tudo em ordem.

O segundo touro saiu com 450 Kg, sério, exigindo um forcado que soubesse pisar bem os terrenos do touro. Para a cara o Guiga escolheu o nosso “pega-bombas” para touros com menos de 450 Kg. Estávamos na bancada a imaginar quem iria pegar o touro, e como seria a pega, quando o som da praça se fez ouvir. Era o Grupo de Montemor, e para a cara anunciaram alto e a bom som o forcado João Caldeira “O Rambo”. O público ficou logo com o forcado. O Rambo andou com a calma e o “temple” que lhe conhecemos, e tentou fazer o touro arrancar-se de largo, mas este não permitiu e fez com que os seus terrenos tivessem que ser pisados. Aí o forcado impôs a sua vontade e após uma reunião dura, e em que o touro ficou a derrotar parado em vez de entrar pelo Grupo, o Rambo aguentou fortes derrotes e com alma consumou uma pega plena de raça, com boa 1ª ajuda do Quinzé e boa rabejação do Zenkl.

Para nosso terceiro touro, que saiu com 470 Kg, foi escolhido um forcado com grande história no Grupo de Montemor, conhecido pelas bombas que pegou (estas muito acima dos 450 Kg). O Pina sempre viveu o Grupo de Montemor com grande intensidade, e não tem faltado às digressões para pegar, pelo menos, um touro por época. Temos por ele um grande respeito e amizade e, por isso, é sempre com grande alegria que o vemos pegar mais uma vez. Andou para o touro com o seu cite característico, respeitou todos os momentos da pega, e reuniu do melhor modo, agarrando-se para ficar. O touro deu um primeiro derrote e quando sentiu que o grupo o tinha fechado tentou tirar a cara, tendo sido fundamental a atenção dos ajudas. Concretizou-se, assim, mais uma boa pega nesta tarde, com boa 1ª ajuda do Dentinho e com a famosa rabejação do F. Godinho.

Destaque também para o nosso antigo elemento Manuel Laurentino da Silva, mais conhecido por Manel dos Pêros que, também não perdeu esta oportunidade para  lembrar outros tempos e com duas boas 3ªs ajudas mostrou que ainda está para o que calhar.

O Grupo de Vila Franca concretizou as suas pegas à 1ª, 3ª e 2ª tentativas.

Depois da corrida partimos para um grande jantar na Feira do Vinho do Bombarral, com direito a boa comida, bom vinho, música e a animação do Calo, do Grupo de V.F.X., que jantavam no mesmo restaurante. As conversas e as nossas cabeças já estavam viradas para a próxima corrida, no Campo Pequeno, onde é sempre especial ter a presença do Grupo de Montemor e seus amigos.

João Cabral
26/07/2007

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