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Para mais tarde recordar...

Foi assim a actuação do nosso Grupo no passado dia 10/06/07 na Praça de Reguengos de Monsaraz.

Mas comecemos pelo principio, porque a expectativa era grande, e para recordar tempos idos, perto do “meio dia” já eu me encontrava junto da Praça de Reguengos de Monsaraz, praça que, para mim e penso que para o grupo, tem um grande significado pelas tardes e noites de Glória, bem como de algumas (graças a Deus poucas) de grande dificuldade que demonstraram a grande união e mais valia do nosso GRUPO.

Foi nítida a preocupação do Cabo “Guiga” após o sorteio perante o curro sério de Veiga Teixeira, sabendo este de antemão que não poderia contar com alguns dos elementos do já apelidado núcleo duro e de reconhecido mérito, como sendo o Manuel Mata, o “Tó Sá”, o Hugo Melo o “J.P.”, o Pedro Melro (ausente em México para o início da mais dura “corrida” da sua vida), o Pedro Freixo, o “Quiquiu” o “Pêco” e ainda o Grande “Comendinha”. Mas é nestas alturas que sobressai o trabalho da “Grande Escola” do Grupo de Montemor, sendo a Bolsa de Valores extremamente vasta, houve a possibilidade de dar oportunidade a alguns que já vem dando mostras de grande valor e capacidade tal como o Xico Reis o João Caldeira Amaro o António Dentinho o “Quim Zé” Murteira Correia e o António Casimiro, este a fardar-se pela 1º vez, que venhas em boa hora e muita sorte.

Mas terminado o Sorteio, rumámos a casa do antigo elemento Carlos Santos (O Alentejano adoptivo, mais Ribatejano que conheço), onde se iria verificar a “fardação”, mas antes e como é apanágio da Família Santos, fomos Brindados com um fausto almoço, Ó Maria João, que bela cozinheira te tornaste, quem diria “a João da Guida”.

Seis da tarde, ajustam-se os nós das gravatas e toca para as Cortesias. Em Praça os Cavaleiros António Ribeiro Telles, Vítor Ribeiro e Sónia Matias, perante um curro Sério de Veiga Teixeira, cujos pesos e ordem de saída foram os seguintes, 580, 580, 580, 590, 550 e 500. Estava dado inicio á III Grande Corrida da Cidade de Reguengos de Monsaraz, desta feita e porque um Grande Benemérito de seu nome José António Costa, assim o quis, a totalidade da receita da corrida reverteu a favor dos Bombeiros Voluntários daquela Cidade, Olé “Compadre Costa”.

No primeiro da ordem António Telles andou regular com sentido de lide, como é seu timbre e cravando a ferragem da ordem dentro do seu Classicismo.  Para abrir o Capitulo das pegas o nosso Cabo entregou essa difícil missão ao João Cabral, que muito embora a responsabilidade soube estar á altura, o toiro arrancou-se pronto, ao primeiro sinal do João, ainda com o grupo todo encostado ás tábuas, que o soube aguentar e recebeu muito bem, tendo sido muito bem ajudado pelo Francisco Reis bem como por todo o grupo, estava assim dado o mote para uma primorosa actuação do nosso Grupo.

Vítor Ribeiro viria a assinalar uma boa lide ao segundo da tarde, com destaque para a excelente brega e preparação dos ferros como é seu apanágio. Para este, foi o Gonçalo Saúde, que esta época, e segundo dizem os mentideros, tem andado a preparar a sua apresentação como cavaleiro tauromáquico, mas afinal quem sabe não esquece e o “Tita” provou isso mesmo, citou de largo mandou na investida e concluiu mais uma pega ao 1º intento bem ajudado pelo António Dentinho.

Sónia Matias com a sua tradicional alegria, rapidamente chegou ao público tendo-se destacado nos curtos e encerrando a lide com um bom ferro de palmo. Para a pega perfilou-se o já experiente e consagrado João Mantas, que citou com elegância e efectuou mais uma grande pega tecnicamente perfeita ao primeiro intento.

Para o quarto da tarde e porque a corrida estava a decorrer em óptimo ambiente o Calção da Torrinha veio com ganas de triunfar, iniciando a lide com uma sorte de “gaiola” e rematando com uma série de curtos em sortes carregadas ao piton contrário tendo sido bastante aplaudido. Para este toiro, o mais sério da corrida, como não podia deixar de ser e para dar o exemplo do que vai ser o futuro (??), José Maria Cortes brinda aos antigos Cabos do Grupo presentes na corrida, Américo Chinita de Mira, João Cortes e Paulo Vacas de Carvalho, como primeira ajuda (e para este brinde só podia ser), tínhamos em praça o actual Cabo Rodrigo Correia de Sá, O Zé Maria á semelhança dos seus antecessores iniciou um cite de fino recorte toureiro com todo o grupo bem encostado ás tábuas, mandou na investida do toiro, que veio com ganas, tendo reunido de forma exemplar, mas o Zé Maria vinha para ficar, colado como uma lapa entrou pelo grupo, que devido á velocidade e forma como derrotava, teve bastante dificuldade em ajudar, um grande Olé para o Cabo “Guiga” que, pela sua experiência e confiança no seu sucessor o deixou passar tendo-o ajudado apenas após uma viagem de regresso aos médios suportando fortes derrotes, deixando assim que o Zé Maria tivesse executado a melhor pega da tarde, que lhe valeu uma 2ª volta “a solo” com forte ovação do publico presente.

E como o Vítor Ribeiro nunca quer deixar os “créditos por mãos alheias” entrou em Praça tentando suplantar o trabalho dos seus alternantes, o que conseguiu com a colaboração do Toiro que lhe calhou em sorte e que veio a confirmar a velhinha afirmação taurina de que “Não há quinto mau”, Vítor como é seu timbre mostrou um grande sentido de lide com óptimos recortes toureiros, vindo a arrebatar o prémio para a melhor lide atribuído por um Júri composto por elementos dos Bombeiros locais. A responsabilidade dos Forcados começava a ser enorme, qualquer que fosse o eleito viria a sentir esse peso sobre os seus ombros, mas o Pedro Santos soube fazê-lo com enorme eficácia, esteve á grupo de Montemor e deu a sensação de que a tarefa era fácil, primorosamente ajudado pelo nosso Diogo Campilho, ajuda que lhe viria a dar chamada á praça para compartir os merecidos aplausos do Público presente, Público este que não ficou por aqui e que decidiu prestar a merecida homenagem ao “Ganadero” bem como a todo o Grupo, que tiveram chamada especial ao centro da arena e merecida volta.

A comprovar que o peso dos toiros, em princípio, não significa dificuldade acrescida, esteve este sexto de Veiga Teixeira, que sendo o que apresentou o menor peso dos seus Irmãos de camada, foi aquele que na realidade mais dificuldades apresentou durante a lide, contudo a Sónia, muito embora irregular nos compridos, conseguiu chegar ao Público e cravar uma série de curtos de boa nota finalizando com um bom ferro de palmo. Para encerrar o capítulo das pegas a difícil tarefa coube ao Filipe Mendes, enorme forcado de valias reconhecidas, mas que esta época, e fruto do enorme “naipe” de forcados que o grupo dispõe ainda não tinha tido oportunidade de fazer a sua pega de caras, responsabilidade acrescida face á prestação do grupo. O Filipe não conseguiu finalizar como pretendia, escorregando á primeira tentativa e não conseguindo reunir da melhor forma, na segunda e em virtude no enorme peso sobre os seus ombros, demonstrou alguma precipitação, concretizando apenas á terceira com ajudas carregadas de todo o grupo. Deixa lá Filipe, Alcácer está ai e “cheira-me” que vais ter a possibilidade de emendar a mão.

Pietra, pensavas que me tinha esquecido de ti, não muito pelo contrário, estiveste enorme nos seis toiros que rabejaste, demonstrares um poder, oportunidade de entrada e técnica a igualar os melhores.

Como não podia deixar de ser o dia terminou da melhor forma, com um jantar no “Mestre Tapas” que reuniu grande parte da Família do Grupo de Montemor, com muitos discursos, uns mais sentidos outros mais regados, mas todos sabemos que a intenção era a melhor, engrandecer e enaltecer a prestação dos nossos rapazes.

Para ti “Guiga” o muito obrigado por me teres pedido para escrever sobre o nosso grupo, o que é sempre um prazer, mas acima de tudo quero agradecer-te pelo CABO que tens sido, pelo HOMEM que és e pela forma extraordinária e irrepreensível como tens conduzido os destinos do nosso grupo e os elementos que o compõem. BEM HAJAS……

Até Alcácer.

Francisco Borges
12/06/2007

Fotografias: Francisco Romeiras

 

João Cabral abriu praça.

Seguiu-se Gonçalo Saúde (Tita)

João Mantas pegou o terceiro da tarde.

Zé Maria Cortes abriu a segunda parte.

Pedro Santos pegou o quinto com uma grande primeira de Diogo Campilho

Ao quinto toiro o Grupo foi chamado à praça

Filipe Mendes fechou praça

Rodrigo Pietra Torres rabejou os 6 toiros desta tarde

Os antigos elementos estiveram presentes em força para apoiar o Grupo nesta tarde importante

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