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Campo Pequeno, uma noite que não foi perfeita!

No passado dia 17 de Maio, o Grupo de Forcados de Montemor actuou pela primeira vez, nesta época de 2007 na catedral do toureio a cavalo, no Campo Pequeno.

Na comemoração do 1º aniversário da recuperação, compunham o cartel os cavaleiros, António Telles, João Salgueiro, Manuel Lupi e João Salgueiro da Costa que fazia a sua primeira apresentação pública. Os toiros pertenciam à ganadaria de Pinto Barreiros e os forcados anunciados eram os de Montemor e Lisboa.

No sorteio ficou decidido que João Salgueiro da Costa tourearia em 4º lugar um toiro equivalente aos outros e assim competiria ao Grupo de Montemor pegar o 1º, 3º, 5º e 7º toiros da ordem respectivamente com os pesos de 592, 592 (que mais tarde viria a ser substituído pelo sobrero com o peso de 544 kg), 632 e 626 kg, um curro pesado e bem apresentado para esta primeira nocturna dos montemorenses.

O primeiro toiro da noite apresentou-se com sentido, não tendo permitido a António Telles alcançar o êxito desejado. Para a cara foi escolhido Zé Maria Cortes, o futuro cabo de Montemor tinha a responsabilidade de abrir tão importante corrida. Brindou ao público e citou com arte como é seu costume, aguentou a investida veloz e fechou-se á córnea. Ao sentir o forcado, o toiro entrou violento pelo Grupo a dentro que se encontrava a dar as tradicionais vantagens e por isso foi empurrado contra as tábuas sem conseguir fechar uma dura e vistosa primeira tentativa. A segunda tentativa desenrolou-se à imagem da anterior, com o forcado da cara a fechar-se com decisão e com duas grandes ajudas dos elementos Hugo Melo e João Pedro concretizou-se uma grande primeira pega da noite.

Para o nosso segundo toiro foi João Mantas quem agarrou no barrete. Com o mesmo tipo do anterior o toiro não permitiu a Manuel Lupi uma lide vistosa. João Mantas brindou ao ganadeiro, o montemorense Joaquim Alves, pai do antigo forcado Joaquim Maria Andrade e citou de largo, carregou como mandam as regras e fechou-se à córnea com vontade, aguentou duros derrotes até à entrada dos ajudas que tiveram de se aplicar para fechar mais uma grande pega nesta noite. Destaque para a boa primeira de António Corrêa de Sá que saiu atordoado e também para a boa prestação do rabejador Rodrigo Pietra Torres.

Para o terceiro toiro do Grupo perfilou-se o elemento Manuel Mata que em dia menos feliz, apenas conseguiu concretizar a sua pega à 4ª tentativa. Um toiro castanho que acusou o peso de 632 kg mas que, se mostrou colaborador e nobre durante toda a lide do cavaleiro António Telles. O forcado da cara à primeira tentativa escorregou na cara do toiro não conseguindo uma boa reunião. À segunda depois de ter estado correcto não aguentou um primeiro derrote, à terceira já foi desfeiteado com poucas culpas para o forcado da cara e só à 4ª com o grupo em cima é que se encerrou esta pega menos vistosa.

O último toiro da noite apresentou-se em praça com o mesmo comportamento dos dois primeiros, reservado e com sentido tendo chegado à pega inteiro depois da pouca colaboração em toda a lide de Manuel Lupi. João Cabral brindou á TVI por todo o apoio à festa brava e citou com elegância, aguentou a pronta investida do oponente e reuniu com dureza. Hugo Melo e os restantes ajudas apesar de toda a disponibilidade e esforço foram desfeiteados por um toiro que se mostrou violento junto às tábuas, derrubando 5 dos 6 ajudas que compunham o grupo. Com a mesma vontade todo o Grupo voltou a perfilar-se e desta vez saiu vencedor fechando assim mais uma grande pega nesta noite.

Não foi a noite perfeita que o Grupo sempre ambiciona, mas nesta noite do Campo Pequeno assistiram-se a grandes momentos, perante toiros de “pega” em que vontade e raça não faltaram aos forcados que se fardaram.

O Grupo de Lisboa realizou as suas pegas à 1ª, 2ª e 1ª tentativas.

Integrada num fim-de-semana tauromáquico, esta foi a primeira de três corridas. Seguiram-se no sábado Vendas Novas e no domingo Elvas, muitos toiros e muito mais histórias ficam para contar.

Rodrigo Corrêa de Sá
21 de Maio de 2007

Fotografias: Francisco Romeiras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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