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Na Moita, um toiro fez história
No dia 11 de Setembro era tempo da Feira da Moita. Por ocasião das festas da Nossa Senhora da Boa Viagem, reunimo-nos para a fardação, na casa do amigo Zé Manuel Pires da Costa. A corrida das Senhoras tinha como aliciante 4 cavaleiras, 2 de alternativa, Sónia Matias e Ana Batista e 2 praticantes, Ana Rita e Joana Andrade. Para as pegas, os Grupos de Montemor e São Mancos. Os oponentes destes intervenientes eram 4 toiros da ganadaria de Santiago e 2 Prudêncio.

O primeiro toiro da corrida, de ferro Santiago, era o maior e tinha cerca de 550kg, mais 100kg do que os seus irmãos de camada. Deixou-se lidar nos compridos, e quando Sónia Matias se preparava para iniciar a série de curtos, deu-se um apagão. Sem luz na praça, a cavaleira viu-se obrigada a sair do redondel, até que as luzes voltassem a funcionar. Neste hiato, o toiro descansou, mostrando mais tarde todo o seu poder. A série de curtos foi marcado por um toiro com velocidade e força, o que dificultou a actuação de Sónia Matias.

Para este toiro que se adivinhava bruto, a escolha recaiu em Pedro Freixo. Brindou ao público, e sereno andou para a “rolha”, mandou e reuniu melhor. Aguentou duros derrotes, e com o 1º ajuda Hugo Melo a ajudar de maneira soberba, eis que o toiro dá um derrote para baixo, com grande violência, desfeiteando o Pedro e inanimando o Hugo Melo. António Corrêa de Sá substituiu Hugo Melo na 2ª tentativa. Contudo o toiro volta a romper pelo meio do grupo, repetindo-se o que aconteceu na 1ª tentativa. Agora, foi o Frederico Manzarra que ficou inconsciente. Para a 3ª tentativa, regressado da enfermaria, volta Hugo Melo para a sua posição, dando novamente uma boa ajuda, no entanto este oponente entrou com pata e a bater pelo grupo impossibilitando uma tentativa consumada. Só à 4ª tentativa que a pega foi concretizada, com o grupo a fechar eficientemente. De destacar na pega deste toiro o papel fulcral do rabejador João José Comenda, desempenhou a sua função de forma irrepreensível, que contribuiu em grande medida para a concretização da pega, assim como a garra do forcado da cara e a valentia do 1ª ajuda que após colhida voltou de novo como se nada tivesse passado.

Numa época de toiros, não são muitos aqueles que chegam à pega com esta força e violência, da mesma maneira que não são muitos os forcados com capacidades para os enfrentar. Parabéns Pedro Freixo é na arena que se pegam os toiros.

No nosso 2º toiro foi João Tavares que agarrou no barrete. Frente a exemplar também da ganadaria de Santiago com 480kg citou “cá de trás” e andou com calma para o toiro. Carregou e o toiro prontamente investiu. Face ao seu pouco poder físico e uma lide extenuante, no momento da reunião o toiro cai aos pés do nosso “Peco”, impossibilitando uma pega à 1ª tentativa. Este igualmente com presença na 2ª tentativa reuniu bem e concretizou uma rija pega. João Pedro destacou-se com uma boa primeira e com classe a rematar a pega, esteve João José Comenda.

A encerrar a noite, diante um toiro de 460kg da ganadaria Prudêncio, perfilou-se João Caldeira, que com muita vontade andou de praça a praça. Já em terrenos do seu oponente, carregou, o que obrigou a uma reunião bruta, que o João aguentou com muita vontade os derrotes iniciais. Todavia, a meio da viagem, foi desfeiteado com um derrote violento. Na 2ª tentativa, mandou-o vir de mais largo, reuniu eficazmente para nunca mais sair.

Os nossos companheiros de São Manços resolveram a suas contendas à 1ª, 1ª e 2ª, respectivamente.

Assim foi a nossa corrida da Moita…

Para terminar, um agradecimento à família Pires da Costa pela maneira como nos recebeu em sua casa. Muito Obrigado!

Noel Cardoso
15 de Setembro de 2006

Fotografias: Francisco Romeiras

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